O esqueleto das minhas letras pretendo que seja um fóssil do que virá. Tem de estar preparado para o movimento rápido e inalcançável da beleza das formas. Deve despir-se da integridade que se exige às ideias e desmembrar-se a todo o instante. Não me importarei se o vir desmembrado, se em lugar da mão nascer outro esqueleto e dele outra mão.
Ele sabe que tem de lançar-se à passagem das línguas e fechar-lhes as portas que dão ao comando central e perturbador, para evitar a perda da graça do que se diz pela brutalidade do que se atinge. É isso. As línguas que levantam ondas que nunca chegarão à praia. E esquecem a terra expectante para rebentarem lindas, magnéticas no mar alto de onde vieram, de onde pertencem.
Quero esse esqueleto em comunhão com o meu, que pende a minha cabeça e fecha-me os olhos em êxtase e, logo, cegos, com aquilo que corre incessantemente na língua, querendo mais e mais do que virá, sem parar, mas permanecendo intocável tal e qual o seu primeiro estímulo.
Mas como qualquer esqueleto necessita de cálcio, leia-se actualizações! ;)
ResponderExcluirMudei de link do blog: http://mudodeumaprincesa.blogspot.pt/
ResponderExcluirSe calhar têm de parar de seguir o link anterior e começar a seguir este.
beijinhos