Começa agora uma estreita ligação entre mim e um público que não se lhe conhece o rosto, ainda que do meu pouco mais conhecimento se faça. Apenas que tem paixão pelo Sol que o toca.
Eva. Três letras. Cada letra é uma não-palavra. Quão difícil foi escolher esse nome que não é meu. De tal dito tiro a própria justificação. Difícil foi porque não é o meu. A minha identidade é-me tão sagrada que me espanto por ainda não lhe ter erguido um templo no ponto mais alto de mim. Ao invés, anda por aí, plebeia, no meio da confusão de outras identidades mais ou menos seguras de si.
Mas cheguei lá. Optei pelo género da criação. O Princípio. Eva que tinha carne humana e por carne humana se consumiu. A única e verdadeira encarnação, se ao termo escrutinarem a sua raiz, em carne.
As regras dos nomes precipitaram outra escolha, o meu não-apelido. Outro não tão idêntico ao que sou, mas belo quando em material existência se abre aos primeiros indícios de Sol. A Amendoeira. Tal como eu. Afinal vem quase idêntico. Quis o meu pai e o pai do meu pai e por aí diante por outra árvore de nome genealógica que assim não fosse.
Explicado está o meu nome, tão digna dele estou quanto possível, já que a minha dignidade se enche somente ao verdadeiro.
Desde que não ofereças maças à malta que te visita... ;)
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